Coming from Floripa

Amanhã vai completar uma semana da visita que o repórter, blogueiro, jornalista, lindo e querido, Juliano Zanotelli, fez à Chapecó!

Ele participou de um bate-papo na Unochapecó com, ninguém mais, ninguém menos do que NÓS, acadêmicos do 7º período de Jornalismo.

Yes, nós aprendemos muito! Foi um espaço para discussão e perguntas muitos interessantes patrocinadas pela disciplina de Jornalismo Online, da professora Aline Dilkin.

Zanotelli falou do seu trabalho atual (como repórter do Diário Catarinense), e também relatou como idealizou e prosseguiu, até meados deste ano, com o Click RBS Chapecó.

Entre os assuntos mais abordados estiveram a questão do uso de imagens na notícia, a forma de escrever a notícia e a acessibilidade à informação, que deve sempre estar de acordo com o público que terá acesso à informação (ou seja, toooooodo mundo).

Entre os conceitos discutidos, o que mais chamou atenção foi uma frase da jornalista Veruska Tasca:

“Quem tem um bom texto irá escrever bem em qualquer plataforma, seja para impresso, rádio, para tevê ou mesmo para o online”

Enfim, a carreira deste profissional é um dos vetores de motivação para prosseguir em busca de um lugar ao sol como jornalista na web.

Ju, volte logo porque Chapecó sente sua falta! Hahahaha

Ju, volte logo porque Chapecó sente sua falta! Hahahaha

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Jornalismo on-line?

Quando alguém escolhe seguir a carreira de jornalista, certamente algo dentro de si desperta a inquietação necessária que serve de motriz para desencadear uma revolução de pensamentos e indagações sobre o mundo. Até onde sua vontade pode chegar? Sonhos nascem e morrem todos os dias e cada vez mais as pessoas se limitam. Mas por quê?

Com o surgimento da internet surge a possibilidade do acesso e universalização da notícia. Tal qual aconteceu quando outros veículos emergiram, a internet representou uma ameaça aos demais meios (que antes disso já vinham sofrendo do “complexo de extinção” pela modernidade). Contudo, o meio virtual é uma plataforma que aperfeiçoou processos de comunicação ao invés de extinguir veículos já consolidados em todo o mundo.

A vontade de mudar o mundo se tornou cada dia mais promissora com a evolução e o espaço proporcionado aos internautas. O conceito de liberdade de expressão tomou, portanto, uma nova forma. Agora, se você quiser pode abrir sua mente e deixar que ela desperte para tabus velados. A internet é o meio, os blogs vieram como ferramentas de expressão, que permitem aos usuários criarem seu próprio “mundo conceitual”, com cores, palavras e formas sem fronteiras e com o pudor que o autor do conteúdo achar necessário. O jornalismo se preparou para isso? Não.

Em pleno século XXI, é recente a história que temos no mundo virtual. Os sonhos dos internautas, porém, em muitos casos se perpetua em linhas no mundo on-line, a fim de, algum dia, despertar o interesse de alguém em algum lugar do mundo. Ao contrário da notícia factual, pela qual tanto luta a classe de jornalistas, os blogs proporcionam, sobretudo o acesso às culturas, minuciosamente tratadas em opiniões ou vivências relatas nos sites.

O jornalismo não se restringe à notícia, o jornalismo é informação. E os blogs são meios para opinar e informar.

Apesar de tudo, é preciso estar atento ao comodismo: o acesso fácil à conteúdos gerou uma acomodação da categoria de jornalistas. Sim, gerou. E é essa a razão pela qual devemos lutar de verdade. Afinal, você vai ser só mais um a perpetuar sonhos ou será um sonhador da realidade? Não deixe morrer em você, jornalista, a vontade que te carregou desde o início para esta trilha profissional. Deixe exalar o que você quer e o que você pensa. Seja um sonhador da realidade, que perpetua na internet o que sempre quis falar e o que gosta de verdade porque, no fundo, não podemos nos limitar a não sonhar.

E repito: o jornalismo online não pode se restringir à factualidade, e sim, prezar o acesso à informação de credibilidade, interesse e, claro, pela exclusividade (seja pelo conteúdo ou pela opinião emitida).

* Texto produzido com base no artigo “25 conselhos para jornalistas” publicado por Chris Lake, editor chefe da eConsultancy.

Amor à primeira pauta

Crédito do desenho: Dafne Cristinne Pelizzaro

Cada profissão leva as pessoas a lugares distintos. Jornalistas costumam frequentar redações, rádios, estúdios de TV, e muitos se encontram em salas de universidades. Todos estes ambientes são propícios à discussões, afinidades, e em raros casos chega-se a uma concordância mútua. O que mais impressiona nessas relações é quando há afinidades. Elas levam os tais jornalistas por três caminhos distintos: ódio, amizade ou amor. O jornalista pode amar seu próximo assim como pode odiar seu semelhante e vice-versa. Seja qual for o caso, discussão, concordância e afinidade demais fazem mal à saúde dos assíduos praticantes. Eis um fato: afinidade é uma exceção rara. Ou você tem, ou você não tem.

A quase extinta afinidade é o que leva as pessoas a se amarem, pelo menos em contos de fada as coisas dão certo. Os filmes narram romances derivados de situações impossíveis, que acontecem entre pessoas de mundos paralelamente diferentes. Na vida real, os príncipes e mocinhos não tem cavalo, e as vezes sequer moto. Umas dizem que ele vem munido de microfone, gravador ou bloquinho. Algumas princesas aparecem formosas, com uma câmera fotográfica. É amor à primeira pauta?

O que mais perturba é saber que a palavra mais engraçada e incomum de se ouvir nas redações é “amor”, porque ou você tem tempo para ele ou não. A deadline não espera. E se você, por algum infortúnio da vida for jornalista e não tiver tempo, está ainda mais sujeito a se casar com outrojornalista. Conheço gente que encarou casar com jornalista, alguns vivem bem, mas, ainda prefiro os jornalistas que se casam com jornalistas, porque se casaram é porque o santo é forte!

O mundo certo dia sorriu e disse: o piso salarial da profissão é baixo e não compensa, mas se o amor for forte, que sobreviva com os freelas. Outro noite, sussurrou com ar de deboche: ainda esperando o marido voltar da coletiva? E quando nada parecia ficar pior seu marido já não quer opinar sobre futebol, quer opinar sobre aquele furo que você cobriu e ele não. Tantos ângulos de abordagem dentro de uma casa onde a comunicação, que deveria ser boa, as vezes se confunde com intromissão. Bichos metidos, invadem o pensamento e influenciam nos conceitos dos próprios formadores de opinião. O amor se mistura com decepção, orgulho e as vezes inveja. É saudável?

Fui à um show de música sertaneja cobrir uma pauta e um casal de amigos meus, ambos jornalistas, acompanharam. A esposa foi a trabalho, e o marido rockeiro foi junto. Não apenas pelo fato de ser marido presente, mas também por ser ciumento. Independente das canções, o que mais chamou a atenção foram as reações. A esposa sorria e dançava, aproveitou o momento para se divertir. Enquanto isso o marido permaneceu estático e de braços cruzados, olhava sério tudo que acontecia ao seu redor até a hora de ir embora. Jornalista que é jornalista entende as diferenças entre os gostos do casal, mas acima de tudo, suporta coisas “entre” casal. No contrato de casamento deveria haver uma cláusula específica sobre direito à brigas e birrinhas, afinal, a profissão não permite acúmulo de brigas não factuais. As pautas precisam estar em sintonia para que a “matéria” flua bem nos anos que seguem.

Pontos e pontos convergem para a união destes profissionais. Fora da área da comunicação, poucas pessoas conseguiriam lidar com a “calmaria” do ofício. O jornalistaDuda Rangel já dizia, “amar um jornalista é não se importar em passar o Natal sem ele, o carnaval sem ele e o aniversário sem ele“. Se você não tiver o ciúme controlado ou não for um jornalista, certamente irá achar que os planetas estão conspirando contra você, quando na verdade, você que se apaixonou pela criatura errada. Já jornalistas, tendem a ter de entender, pois é o mundinho que escolheram para trabalhar. E aí jornalista, quando deitar na cama hoje vai discutir a relação ou a pauta?