Entrevista com Felipe O’neill

Felipe O’neill é um jornalista formado pela Universidade Gama Filho em 2008 destaque jovem do fotojornalismo. Começou a atuar no ramo da fotografia já na faculdade, fazendo estágio, e depois fez estágio também no jornal O Dia. Após, trabalhou no Jornal do Brasil e foi empregado pelo jornal O Dia, em março de 2009, onde trabalha até hoje. Atualmente reside no Rio de Janeiro e estuda Cinema.

Entrevista

K: Quais são suas técnicas fotográficas preferidas?

F: Eu admiro todos os tipos de técnicas fotográficas, desde que elas sejam feitas com algum propósito e sejam bem executadas. De fotografia de estúdio à fotojornalismo, o que é bem feito é bom de se contemplar.

K: Prefere câmeras digitais ou gosta de fotografar com analógicas? Fotos P&B ou coloridas?

F: Gosto de P&B e coloridas, tudo depende como e porque você vai usar essas opções.

Para o meu trabalho diário e para “freelas” o uso da câmera digital é fundamental pois agiliza todo o processo. No caso da analógica, se quero fazer algo no meu tempo, um trabalho pessoal posso usar esse artifício.

K: Pergunta boba: Ama o que faz ou trocaria por algum outro hobbie?

F: Adoro ser fotojornalista e poder viver situações diferentes, muitas vezes é o que alimenta o meu trabalho diário. Muitas vezes vivemos os sentimentos dos outros, a dor e a alegria e a nossa função é poder repercutir isso na sociedade. Fotografia é o que gosto e é o que quero exercer.

K: Quais as perspectivas e objetivos no seu trabalho?

F: No jornal podemos cobrir assuntos diversos, de violência à moda e assim aperfeiçoar e aprender a lidar com as mais diversas situações que a fotografia proporciona você viver e assim poder chegar na melhor fotografia, não importando o segmento que você esta fotografando.

K: Qual a realidade do veículo que você atua? Fazem edições nas suas fotos, ou não?

F: O meu veículo faz pequenas edições como qualquer outro jornal. Corte de imagens pequenas mudanças no tom e contraste da imagem mas na maioria das vezes  sem prejudicar o material inicial.

K: O que você pensa sobre edição de imagem dentro do fotojornalismo?

F: Dentro do fotojornalismo as pequenas mudanças são aceitas, acho q mudanças mais bruscas devem ser feitas quando se faz um ensaio ou é para uma revista, mas para a informação do cotidiano devemos manter as coisas mais próximas da realidade.

K: Em muitos veículos, principalmente do interior dos estados, há a banalização do uso de fotografias… Inclusive, não fazem questão de ter um fotojornalista, e sim, um repórter que atue também como fotógrafo. O que você acha desta situação atual?

F: Essa situação é uma tendência de mercado. No meu jornal e em outros jornais do Rio de janeiro, o uso de câmera de celulares por repórteres e as fotos dos leitores esta cada vez mais freqüente, por isso, temos que buscar nosso diferencial para não sermos engolidos pela lógica do mercado, pois é muito mais barato manter um profissional que exerça várias funções.

K: Qual a importância da fotografia para o jornalismo? E qual você acredita que seja a principal função da fotografia atualmente?

F: A importância da fotografia vai muito além do jornalismo, a foto é um documento histórico, é um registro que se aproxima da realidade, é um fragmento da realidade em um período de tempo.

A fotografia continua com a função de informar e de ser um marco dos momentos importantes da história.

K: Fotografias que tenham marcado sua carreira…

F: Edmundo atropela funcionário em São Januário. O Vasco estava em crise e eu fui o único fotógrafo que fez a sequência do Edmundo dando os primeiros socorros ao rapaz. A foto foi publicada em diversos jornais do país.

Edmundo derruba da escada o funcionário que fazia manutenção do ar condicionado ao manobrar o carro na saída do treino do Vasco - São Januário - Dezembro de 2008

F: Manifestação na Alerj: Pm aponta arma para professor. Nesse dia eu fui ferido por estilhaço de bomba de efeito moral no peito mas  a foto foi capa do jornal e esse momento nem todos os fotografos fizeram.

Professores pediam reajuste salarial em passeata pacífica pelo centro do Rio até que a paz foi embora e o Choque chegou. Setembro de 2009

K: Você já fotografou várias vezes situações que envolviam brigas policiais e cenários  comuns  de violência… Não teve medo?

F: Em situações de conflito pensamos em nossa segurança e ficamos atentos a tudo que está acontecendo a nossa volta pois pode ser uma boa imagem. A adrenalina é grande e por isso muitas vezes nos arriscamos para fazer uma imagem, o medo, eu diria que é um dos últimos itens, pois se ficamos com muito medo não fazemos o que temos que fazer.

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Quem quiser conferir mais do trabalho de Felipe O’neill pode acessar o blog!

Beijo, galera ;*

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2 comentários a “Entrevista com Felipe O’neill

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